A Jornada de Fé do Pastor Manoel Avelino
O Despertar do Escolhido (1953 – 1974)
Nas primeiras horas da manhã de 12 de janeiro de 1953, às 8 horas, próximo às águas do Rio Ipiranga, em Ourém, no Estado do Pará, Deus dava início a uma linda história de salvação.
Nascia ali o primogênito de sete filhos do casal Francisco Avelino de Souza e Raimunda Lourenço da Silva: Manoel Avelino.
Criado no KM 15 (PA-MA), o menino cresceu sem o privilégio de um lar evangélico, mas os planos do Altíssimo para sua vida já estavam traçados.
Aos 15 anos de idade, em 1968, a voz de Deus ecoou através das ondas de um rádio, tocando profundamente o seu coração.
O chamado frutificou e, no dia 18 de abril de 1969, o jovem Manoel aceitou a Jesus Cristo como seu único e suficiente Salvador.
Poucos dias depois, em 1º de maio de 1969, ele desceu às águas batismais.
A confirmação de seu ministério veio em 19 de fevereiro de 1974, data em que foi batizado com o Espírito Santo, acendendo em seu peito a chama inabalável para a obra do Senhor.
O Começo da Obra e o Encontro do Amor (1977 – 1979)
Aos 24 anos, no ano de 1977, enquanto servia a Deus na juventude, os caminhos de Manoel cruzaram-se com os de uma linda jovem na região do Caeté.
Durante os cultos, enquanto ele louvava fervorosamente com os hinos da Harpa Cristã e dirigia reuniões na comunidade cristã local, seus olhos encontravam Maria Rodrigues (carinhosamente conhecida como Maria José), sentada em um dos primeiros bancos.
O sentimento era recíproco e gerado por Deus: ela já o admirava pela dedicação ao altar.
Mesmo ainda solteiro e sem uma companheira para dividir o fardo da obra, Manoel atendeu ao chamado do mestre e, em 1978, assumiu a direção de sua primeira congregação, localizada na 7ª Travessa, na estrada de Salinas, onde permaneceu por três anos operando com zelo.
O Senhor, que conhece a necessidade de Seus servos, uniu o casal em matrimônio no dia 24 de fevereiro de 1979. Da união abençoada nasceram seis filhos: Otoniel (o primogênito), Cleisiane, Geziel, Natanael, Rafael e Israel.
O Deserto da Dor e a Consagração (1981 – 1987)
A caminhada cristã é feita de desertos e vitórias. Na região do Caeté (KM 18), o casal experimentou a maior das dores: a perda do pequeno Otoniel, que faleceu entre os 8 e 10 meses de vida.
Naquela hora de luto, a certeza de que “o Senhor o tomou para si” sustentou a família, que seguiu firme com os outros cinco filhos.
No campo ministerial, a colheita continuava. Em 1981, Manoel passou três meses na congregação de Tauari.
Com o desmembramento do campo, assumiu a congregação do Caeté, no KM 15 (PA-MA), sua terra natal.
Em janeiro de 1983, a igreja reconheceu seu chamado e ele foi consagrado ao Presbitério. Como obreiro aprovado, continuou sua itinerância: em 1985 retornou à 7ª Travessa e, em 1987, voltou a pastorear no Caeté.
Expandindo as Fronteiras (1991 – 2007)
O agir de Deus o levou a novos horizontes. No ano de 1991, assumiu a congregação da Vila Nova, no bairro São José, em Capanema.
Anos mais tarde, em 1999, o presbítero Manoel assumiu a congregação na Vila Socorro, na estrada de Bragança, rebatizando aquele santo lugar com o nome profético de “Congregação Monte Carmelo”.
Em 2004, seus pés pisaram novamente em Capanema.
Já em 2007, assumiu a congregação de Igarapé de Areia, onde liderou por quatro anos.
O ano de 2007 também guardava um marco eterno na sua chamada: no dia 5 de dezembro daquele ano, após décadas de fidelidade como presbítero, Manoel Avelino foi solenemente consagrado a Pastor, atuando no campo de Cachoeira do Piriá, sob a liderança do Pastor Francisco Assis Alexandria.
Nova Canaã: Até aqui nos ajudou o Senhor (2011 – 2012…)
Em 13 de dezembro de 2011, o Pastor Manoel Avelino assumiu a congregação Nova Canaã, na Vila do Cigana (então campo de Cachoeira do Piriá).
Ali, ao completar seus 59 anos de vida rodeado pelo rebanho e pela família — com Cleisiane e Israel residindo em São Paulo, e Geziel (pai de 2 filhos), Natanael (pai de 1 filho) e Rafael (pai de 1 filha) abrilhantando a celebração em Capanema —, o Pastor olhou para trás com gratidão.
A despeito de todas as lutas, escassezes e provações do ministério, o Pastor Manoel Avelino manteve-se fiel até o fim dos seus dias, repetindo com convicção a máxima que guiava seus passos: “Até aqui nos ajudou o Senhor” e “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos”.
Sua vida foi um testemunho vivo de que quem chora semeando, volta cantando com seus feixes de vitória.
Respostas de 3
Meu pai que saldades…..guardarei pra sempre seus ensinamentos.
Meu sogro amado! Sentimos sua falta
Meu pai sempre q penso em desistir , me vem a lembrança da sua trajetória, o quanto foi guerreiro , sempre lutou , passou por muitas lutas , as vezes constrangimentos, as vezes cabeça baixa , mais nunca desistiu de seus objetivos ,,lutou até o dia em que o papai do céu lhe chamou , hj sinto sim sua falta , a saudade só aumenta , mais sinto orgulho do senhor meu velho pai ,,O Sr sempre foi e até hj será meu herói,,,,,Saudades eternas